<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8019656895798836031</id><updated>2011-09-14T19:49:55.886-07:00</updated><title type='text'>Maitê Peixoto.Historiadora</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://maitepeixotohistoriadora.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8019656895798836031/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maitepeixotohistoriadora.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Maitê Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12369374944915449110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>4</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8019656895798836031.post-7500822943734640819</id><published>2011-07-26T16:45:00.000-07:00</published><updated>2011-07-26T19:05:20.454-07:00</updated><title type='text'>Notas sobre o amor e o impressionismo...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ando incrivelmente surpresa com a vida... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Há quem leia isso e pense: - Clichê! Título sobre amor e frase otimista sobre a vida, está apaixonada na certa!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Bom, depende do ponto de vista... Tenho me apaixonado muito realmente, mas apenas por momentos, como os impressionistas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Estive na semana passada no MASP entre uma corrida e outra pela USP num evento que congrega todos os historiadores do país. Muito despretensiosamente subi os dois lances de escadas escuras num dia paradoxalmente ensolarado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sombras e mais sombras naqueles degraus me faziam pensar no que eu poderia encontar no interor daquele prédio que me parecia misturar austeridade com modernidade, mas uma modernidade em p&amp;amp;b ou cinza. Há que se perdoar a minha ignorância; eu sequer sabia qual era o acervo do Museu de Arte, quiçá que lá estavam algumas obras de impressionistas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ahhh pemitam-me declarar meu amor pelos impressionistas, vem de longa data, desde a disciplina de História da arte na PUCRS em que o tempo era curto e a professora tentava nos passar o maior número de informações possível, serei eternamente grata àquelas aulas, me renderam um amor incondicional às cores puras e às pincelada soltas, ao charme dos momentos, apenas momentos, afinal de contas não será disso que a vida é feita? De momentos? Alguns mais longos, outros muito rápidos, porém apenas momentos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Depois dessa pequena digressão, necessária para acalentar o meu ego de amante das artes, volto a narrar o meu primeiro encontro, &lt;em&gt;mon premier amour, &lt;/em&gt;sim, foi uma relação de amor a que estabeleci com a obra &lt;em&gt;Quatro Bailarinas em Cena&lt;/em&gt; de &lt;em&gt;Edgar Degas. &lt;/em&gt;O coral das saias das meninas e a preocupação em acertar o movimento da dança me deixou encantada, eu que por tantas vezes fiz aulas de dança e que nunca consegui ser uma verdadeira bailarina, me realizei vendo a beleza daquele momento sabendo que volta e meia me viria à mente a imagem daquela variação mágica de cores que quase me fazia sentir o som da música doce e compassada ao fundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ainda me sentindo inebriada pela maestria de &lt;em&gt;Degas&lt;/em&gt;, encontro mais adiante o que meu cérebro não cansava de traduzir aos meus olhos como sendo um espetáculo de beleza ímpar, a obra &lt;em&gt;A Canoa Sobre o Epte&lt;/em&gt; de &lt;em&gt;Claude Monet&lt;/em&gt;. Peço perdão novamente pelo entusiasmo ufanista, mas foi um sonho realizado, nunca vi um vermelho tão puro em contraste com um branco tão branco e fiquei imaginando quais pensamentos aquela água poderia levar para longe e quais poderia trazer para perto de mim e foram tantos que nem me atreveria citá-los aqui...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Quando acreditei que o melhor que eu poderia ver em termos de arte estava diante dos meus olhos, que lacrimejavam numa emoção solitária, já que me afastei das minhas amigas pra desfrutar daquele momento num furor egoísta profundo, eis que me deparo com &lt;em&gt;As Meninas Cahen d'Anvers&lt;/em&gt; &lt;em&gt;de Pierre-Auguste &lt;/em&gt;Renoir; ahhh e quantas memórias encontrei naqueles olhares, e quantos suspiros perdidos deixei em frente àquela tela...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Nada se compara à capacidade humana de avaliar uma infinidade de momentos da vida num flash de alguns minutos... só eu sei quantas mágoas deixei presas naqueles vestidos bufantes, sim porque a arte pra mim tem um tom de terapia voluntária e individual e ao me despedir do olhar profundo daquela menina que usava um laço cor de rosa no cabelo pensei comigo mesma: - Tu estás no caminho certo, o caminho do recomeço, na trilha de novos momentos, nada além de momentos, de cores puras e pinceladas soltas, afinal de contas não é disso que a vida é feita? De momentos? ...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8019656895798836031-7500822943734640819?l=maitepeixotohistoriadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maitepeixotohistoriadora.blogspot.com/feeds/7500822943734640819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8019656895798836031&amp;postID=7500822943734640819' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8019656895798836031/posts/default/7500822943734640819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8019656895798836031/posts/default/7500822943734640819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maitepeixotohistoriadora.blogspot.com/2011/07/notas-sobre-o-amor-e-o-impressionismo.html' title='Notas sobre o amor e o impressionismo...'/><author><name>Maitê Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12369374944915449110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8019656895798836031.post-813859765722741564</id><published>2010-06-30T15:12:00.000-07:00</published><updated>2011-06-05T16:12:05.616-07:00</updated><title type='text'>Algumas considerações acerca de "O Crocodilo" de Fiódor Dostoiévski</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_S_iNNClK-CA/TCvJyZf5mLI/AAAAAAAAAEM/ZbMmouwA_PU/s1600/O+Crocodilo+e+Notas+de+inverno+sobre+impress%C3%B5es+de+ver%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 170px; FLOAT: left; HEIGHT: 254px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488702438556407986" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_S_iNNClK-CA/TCvJyZf5mLI/AAAAAAAAAEM/ZbMmouwA_PU/s320/O+Crocodilo+e+Notas+de+inverno+sobre+impress%C3%B5es+de+ver%C3%A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Impressões surpreendentes me aguardavam nessa nova leitura. Sim, pois o Dostoiévski que eu julgava conhecer foi se dissolvendo em doses homeopáticas enquanto me dedicava à compreensão de "O Crocodilo", mais uma das suas maravilhosas obras inacabadas.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;Como leitora um pouco ingênua das obras desse autor tive algumas boas surpresas. Eu que adoro uma leitura engajada politicamente me vi diante de uma narrativa espetacular; alicerçada, sobretudo, numa crítica ácida e permanente ao capitalismo e à "ética" do capital que ainda assombrava o Velho Mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;Também da editora 34, o livro inicia com a seguinte passagem: "&lt;em&gt;Relato verídico de como um cavalheiro de idade e aspecto conhecidos foi engolido vivo e inteiro por um crocodilo da Passagem, e o que disto resultou&lt;/em&gt;". Mesmo sendo uma leitora devotada dos escritos de Dostoiévski, vamos e venhamos caro leitor, quem escreveria sobre alguém que foi engolido por um crocodilo? E mais, que espécie de autor relataria isso de forma que parecesse verídico e não apenas um relato ficcional típico de contos infantis simplistas. Pois bem, Dostoiévski fez isso!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;Contrariando todas as minhas péssimas expectativas o autor desenrola uma trama instigante em que escancara toda a sua brilhante percepção acerca das relações humanas frente ao inesperado e, nisso, Dostoiévski é verdadeiramente um mestre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;O livro, vale lembrar, incorre muito mais nas reações daqueles personagens que de início pareciam apenas coadjuvantes sem muita importância. Sim, por incrível que pareça o autor desvia a atenção do leitor do monstruoso crocodilo que engoliu um funcionário público vivo para o comportamento de todos aqueles que pertenciam ao círculo de relações sociais desse "homem médio", me utilizando das palavras de Marx.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;Após Ivan Matviéitch ser engolido por um imenso crocodilo (propriedade de um alemão sovina e de sua "estimada" &lt;em&gt;Mutter&lt;/em&gt;), exposto em uma Passagem russa afim de angariar, na melhor das hipóteses, alguns rublos é que a história passa a ficar verdadeiramente instigante. Todos aqueles que tinham alguma relação com a vítima buscam na tragédia de Ivan uma forma de compensação monetária, excetuando-se, é claro, seu melhor amigo, que muito me pareceu o próprio narrador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;Os até então coadjuvantes na cena ganham cores e traços marcantes. A doce esposa de Ivan passa a apresentar um individualismo ímpar, o alemão proprietário do crocodilo, bem como sua mãe, são praticamente desumanizados pelo autor, o patrão de Ivan se esforça apenas no sentido de buscar algo lucrativo no feito, enquanto a própria vítima, também à sua maneira, se encontra moralmente reduzida à lógica do capital. Sim leitor, Ivan prefere ficar no interior do crocodilo e lucrar com isso, à sair do mesmo e voltar para a sua vidinha enfadonha e de poucos rendimentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;Vejo Dostoiévski em "O Crocodilo" como um crítico ferrenho do capitalismo, seus personagens se transformam em esteriótipos do que o sistema produz de pior. Eu, que me lanço nessas leituras sempre na expectativa de sair delas diferente do que entrei, obtive algumas vitórias com essa última. Conheci outro autor, muito mais participante, angustiado, violento e até mesmo desesperançoso. Ahh leitor, certamente não serás capaz de compreender como me sinto melhor em saber que até mesmo um gênio dessa grandeza também já perdeu por algum momento a fé nos homens, a mesma fé que eu ainda insisto sem sucesso em tentar resgatar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8019656895798836031-813859765722741564?l=maitepeixotohistoriadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maitepeixotohistoriadora.blogspot.com/feeds/813859765722741564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8019656895798836031&amp;postID=813859765722741564' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8019656895798836031/posts/default/813859765722741564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8019656895798836031/posts/default/813859765722741564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maitepeixotohistoriadora.blogspot.com/2010/06/algumas-consideracoes-acerca-de-o.html' title='Algumas considerações acerca de &quot;O Crocodilo&quot; de Fiódor Dostoiévski'/><author><name>Maitê Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12369374944915449110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_S_iNNClK-CA/TCvJyZf5mLI/AAAAAAAAAEM/ZbMmouwA_PU/s72-c/O+Crocodilo+e+Notas+de+inverno+sobre+impress%C3%B5es+de+ver%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8019656895798836031.post-8550568115200632355</id><published>2010-06-12T12:28:00.000-07:00</published><updated>2011-07-03T11:59:19.231-07:00</updated><title type='text'>Niétotchka Niezvânova de Fiódor Dostoiévski</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-HvP_fp5N9AY/TewOXXzJiDI/AAAAAAAAAjE/D0fGtkxCvio/s1600/Livro%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 170px; FLOAT: left; HEIGHT: 253px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5614878630112495666" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-HvP_fp5N9AY/TewOXXzJiDI/AAAAAAAAAjE/D0fGtkxCvio/s320/Livro%2B1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Um pouco de informalidade e divagação nos fazem bem em determinados momentos da vida. Portanto, decidi retomar minhas atividades nesse blog de uma forma diferente, com uma narrativa um pouco mais amena e, espero, aprazível, acerca de algumas impressões minhas sobre mais uma de minhas incursões pela obra de "Dostô", sim leitor, sinto já ter certo grau de intimidade com o autor, por mais estranho que isso possa parecer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Pois bem, passemos à descrição do meu dia e, posteriormente, ao meu encontro com o livro, ou melhor, com as últimas páginas do mesmo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Hoje ao acordar comi um pedaço de bolo de chocolate e tomei alguns goles de suco de laranja, já imaginando como seria meu "dia dos namorados" já que esta é a primeira data fatídica em que me encontro formalmente casada! Num misto de frustração e esperança meu dia confluiu, até o presente momento, na constatação de que, infelizmente, a "data tão esperada" não passa de mais um desses dias comuns e um tanto quanto ocioso. Me atenho a alguns detalhes que podem parecer massantes ao leitor, mas que me parecem merecer ao menos uma breve descrição, permitam-me. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Após meu café da manhã, que não chegava nem perto daquele servido pela Xuxa em seu antigo programa na TV Globo, e da passada demorada no salão de beleza para repor uma cor nas unhas, cheguei em casa. Me vi então, pouco surpresa com a cena que encontrei: meu marido dormia no sofá assistindo jogo (como sabem, época de copa). Buscando uma impressão melhor, fui até a sala, dei uma olhada na Folha de SP, que nada tinha de muito animador para me oferecer em termos de leitura. Como última opção, típica escolha daqueles que vivem no "&lt;em&gt;pugatório do ócio&lt;/em&gt;" (como chamo o momento em que vivo aqui no Rio de Janeiro) me deparei com minha leitura atrasada, uma que se arrastava por cima dos bidês do meu quarto e da mesa do escritório, passando, não raras vezes, pelo sofá. Sim, pode parecer blasfêmia, mas me compreendam, não venero praticamente nada, e os escritos de Dostoiévski por mais cativantes que possam me parecer não me tornam uma aduladora irracional das belas páginas produzidas para a editora 34. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Num gesto de esperança e de anseio por salvar meu dia apanhei o livro, no qual restavam apenas 10 míseras folhas a serem lidas. Tal qual meu dia a história se desenrolara me deixando ora frustrada ou esperançosa, pois tenho a &lt;em&gt;mania&lt;/em&gt; de esquecer que Dostoiévski não é qualquer autor e que a riqueza de sua narrativa está justamente nela e não apenas no desfecho do romance. Adianto aqui minha impressão final da obra: como não poderia ser diferente eu adorei a leitura. Entretanto, o meu "adorar" não se resume apenas aquela sensação agitada que nos invade quando terminanos de ler um livro muito bom e que nos incita à contar para todos a história com riqueza de detalhes. Não, nem perto disso! O que senti foi mais próximo de um alívio por ter compreendido uma nova maneira de contar uma história. Senti também uma satisfação imensa por ter dado a importância necessária para cada grande cena narrada (verdadeiramente encaro a narrativa desse autor como peças teatrais embuídas de muita dramaticidade), senti também um alívio indescritível, bastante egoísta e um pouco prematuro no sentido de acreditar que a leitura salvaria meu dia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Incrível foi perceber que repentinamente o autor descarta toda uma teia de relações criadas desde o início do texto em prol de outra completamente diferente. Caso o leitor tenha lido a obra, por favor, me esclareça, parecem ou não dois romances diferentes? Um que inicia a trama e outro que encerra, quer dizer, encerra é modo de dizer, sinto como se a história não tivesse acabado, como se apenas sofresse uma interrupção. Ouvi falar que trata-se de uma obra inacabada o que jsutificaria minha suposição. O fato é que me senti muito bem em ter participado, ainda que como sombra imperceptível, das emoções extremadas de "Anieta" (apelido carinhoso de Niétotchka). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Dostoiévski, como qualquer um poderia prever, (menos eu, que tenho a mania romântica de me iludir) não salvou meu dia, visto que após acabar a leitura, meu marido me propôs almoçar arroz de brócolis requentado e um peixe igualmente requentado no microondas (no qual quase só encontrei cartilagem). Nada surpreendente foi que após o almoço, meu "marido-namorado" voltou para o sofá, cochilou assistindo o jogo e digerindo o almoço; nesse momento é que resolvi passar por aqui e narrar a emoção que Dostoiévski me deu nesse dia dos namorados, ainda que esta durasse apenas 10 rápidas folhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8019656895798836031-8550568115200632355?l=maitepeixotohistoriadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maitepeixotohistoriadora.blogspot.com/feeds/8550568115200632355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8019656895798836031&amp;postID=8550568115200632355' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8019656895798836031/posts/default/8550568115200632355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8019656895798836031/posts/default/8550568115200632355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maitepeixotohistoriadora.blogspot.com/2010/06/nietotchka-niezvanova-de-fiodor.html' title='Niétotchka Niezvânova de Fiódor Dostoiévski'/><author><name>Maitê Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12369374944915449110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-HvP_fp5N9AY/TewOXXzJiDI/AAAAAAAAAjE/D0fGtkxCvio/s72-c/Livro%2B1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8019656895798836031.post-6757255668303442578</id><published>2008-02-08T07:46:00.000-08:00</published><updated>2011-08-14T14:11:42.540-07:00</updated><title type='text'>APRESENTAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-de4xuHSaSOQ/Tkg5zSdTorI/AAAAAAAAAkw/dRobO2v6keA/s1600/Mait%25C3%25AA%2BPetr%25C3%25B3polis.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 222px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-de4xuHSaSOQ/Tkg5zSdTorI/AAAAAAAAAkw/dRobO2v6keA/s320/Mait%25C3%25AA%2BPetr%25C3%25B3polis.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640822086572417714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Este é um pequeno espaço que criei afim de compartilhar algumas das minhas impressões acerca da vida e das suas mais variadas manifestações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Bonne lecture...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Voilà!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8019656895798836031-6757255668303442578?l=maitepeixotohistoriadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maitepeixotohistoriadora.blogspot.com/feeds/6757255668303442578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8019656895798836031&amp;postID=6757255668303442578' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8019656895798836031/posts/default/6757255668303442578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8019656895798836031/posts/default/6757255668303442578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maitepeixotohistoriadora.blogspot.com/2008/02/apresentao.html' title='APRESENTAÇÃO'/><author><name>Maitê Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12369374944915449110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-de4xuHSaSOQ/Tkg5zSdTorI/AAAAAAAAAkw/dRobO2v6keA/s72-c/Mait%25C3%25AA%2BPetr%25C3%25B3polis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry></feed>
